Advogado Afonso Cabral e Albuquerque Almeida Associados: vigaristas, incompetentes e abandonam os clientes
Quando o advogado desaparece: uma experiência que nunca pensei viver
Contratei o advogado Afonso Cabral e Albuquerque e Almeida Associados https://www.aalegal.pt/pt/ para tratar de vários assuntos jurídicos, nomeadamente processos de natureza penal e civil. Eram questões sérias, algumas com impacto direto na minha liberdade, o que exigia acompanhamento próximo, comunicação regular e atuação diligente.
O advogado trabalhava — e continua a trabalhar — no escritório Albuquerque e Almeida Advogados. Esse facto foi determinante na minha decisão de o contratar, pois presumi que a pertença a uma sociedade de advogados implicaria maior rigor, supervisão e responsabilidade institucional.
Infelizmente, a realidade foi outra.
Desde cedo, a comunicação tornou-se praticamente inexistente.
Chamadas telefónicas não atendidas.
Emails sem resposta.
Tentativas repetidas de contacto ignoradas.
Passei imensos meses a correr atrás do próprio advogado, perdendo tempo, energia e tranquilidade — uma situação que nunca deveria recair sobre o cliente.
Apesar de exercer funções numa sociedade de advogados, o escritório nunca se responsabilizou pelos atos ou omissões do advogado em causa. Não houve acompanhamento, não houve resposta institucional, não houve solução. Fiquei num vazio completo: sem advogado atuante e sem entidade que assumisse responsabilidade.
Foi-me solicitada e paga uma provisão de fundos, entregue de boa-fé. Contudo, nenhuma ação judicial foi intentada, nenhum procedimento relevante foi iniciado, nenhum trabalho concreto foi realizado. O tempo passou, os riscos aumentaram, e eu permaneci juridicamente desprotegida.
O episódio mais grave ocorreu num dos momentos mais vulneráveis da minha vida. Após ter sido detida, e enquanto me encontrava ainda em situação de detenção, o advogado renunciou ao mandato.
Não antes.
Não com aviso prévio adequado.
Não garantindo qualquer transição, continuidade ou salvaguarda mínima dos meus direitos.
Renunciar ao mandato em plena detenção do cliente é algo que considero difícil de aceitar — não apenas do ponto de vista profissional, mas também humano. Posteriormente, solicitei a devolução dos honorários e valores pagos. Até à presente data, esses montantes não me foram restituídos
Este texto não é escrito por impulso nem exagero. É o relato de uma experiência concreta, com consequências reais: perda de tempo, de dinheiro e de segurança jurídica, num contexto já profundamente desgastante.
Partilho esta história como testemunho pessoal, baseado em factos vividos, pagamentos efetuados e acontecimentos objetivos. Não pretende generalizar comportamentos nem substituir o papel das instâncias competentes. Pretende apenas deixar registado o que vivi, porque há experiências que não devem permanecer em silêncio.

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